INFORME SBIm - INFLUENZA A/H1N1

Uma nova variante do vírus influenza, inicialmente denominada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) influenza suína A H1N1 e, atualmente, vírus influenza A/H1N1, vem sendo isolada em pacientes de diversos países do mundo acometidos com doença respiratória.
Este vírus contém dois segmentos de genes de origem suína, um de origem aviária e também segmentos de vírus influenza que acometem humanos, e adquiriu a capacidade de transmissão entre humanos, tendo potencial para causar uma nova pandemia.
Os primeiros casos foram identificados pelo CDC, nos Estados Unidos, em duas meninas (9 e 10 anos) que haviam visitado o México recentemente, durante surto de doença respiratória em que centenas de pessoas foram hospitalizadas por pneumonia. A investigação dos casos revelou que muitos foram causados pelo mesmo vírus A (H1N1) de origem suína.
Os dados iniciais do México apontavam para uma letalidade por volta de 6% a 7%, porém dados da OMS indicam uma letalidade em torno de 2%. Em outros países onde o vírus já foi isolado não está sendo observada a mesma gravidade (até 03 de maio apenas uma morte registrada fora do México – uma criança norte americana).
Os sintomas da doença são semelhantes à infecção causada pelos vírus da influenza sazonal, de início súbito com febre, mal estar, cefaléia, e sintomas respiratórios como tosse, coriza e espirros. Alguns indivíduos apresentam também vômitos e diarréia.
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, através de secreções respiratórias ou ainda através das mãos e de objetos contaminados, ou ainda através do contato com porcos infectados.
No Brasil há risco de introdução e circulação do vírus através da entrada no país de pessoas com vínculo epidemiológico, ou seja, provenientes de países onde o vírus já esteja circulando. O período de transmissibilidade varia de 5 a 7 dias, podendo iniciar até 1 dia antes dos sintomas. Crianças e indivíduos imunocomprometidos podem eliminar o vírus por um período mais prolongado.
Vigilância dos casos suspeitos e isolamento de eventuais casos confirmados são estratégias de contenção da disseminação do vírus em nossa população, e estão sob a coordenação do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Todos os casos suspeitos (quando suspeitar) devem ser encaminhados para serviços de referencia para investigação com testes laboratoriais apropriados.
Testes iniciais demonstraram que o vírus é sensível aos antivirais empregados rotineiramente contra o influenza: oseltamivir e zanamivir, e a utilização desses medicamentos poderá ser uma medida útil e de impacto no controle de eventual pandemia.
Não há vacinas específicas para esta variante do agente, porém desde o isolamento dos vírus a OMS, centros colaboradores como o CDC de Atlanta e os diversos laboratórios produtores de vacinas estão trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina segura e efetiva para prevenção dessa infecção. A vacina sazonal não deve conferir imunidade contra esse vírus, porém a SBIm reforça a recomendação da vacinação antinfluenza sazonal nos seguintes grupos prioritários:
- Crianças menores de 5 anos de idade
- Adultos com 60 anos e mais
- Profissionais de saúde
- Gestantes
Portadores de doenças crônicas: diabetes, asma grave, cardiopatias, nefropatias, imunocomprometidos, transplantados e outros.
A elevação das coberturas vacinais com a vacina sazonal tem dois principais objetivos:
redução da sobrecarga dos serviços de saúde e diferenciação dos quadros respiratórios na sazonalidade.
Vale lembrar que a utilização de vacinas anti-pneumocócicas (polissacarídica e conjugada) em suas habituais recomendações contribui muito para a redução de complicações e mortes relacionadas à infecção pelo influenza nas populações contempladas, já que as infecções pneumocócicas constituem a principal complicação relacionada ao influenza.

Sites úteis:
Centro de Controle de Doenças – EUA (CDC):
http://www.cdc.gov/h1n1flu

Organização Mundial da Saúde:
http://www.who.int

Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE):
http://www.cve.saude.sp.gov.br
 
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